quarta-feira, 24 de maio de 2017

Bispo de Porto-Novo emite decreto obrigando todos os clérigos a usar a batina

O Bispo de Porto-Novo no Benin, Msgr. Aristide Gonsallo, emitiu um decreto obrigando todos os clérigos a usar a batina como traje eclesiástico normal.
Decreto para a regulamentação vestuária do uso da batina na diocese de Porto-Novo:

No documento lê-se, entre outras coisas, que como um precioso dom de Deus aos homens, a fé é a melhor maneira de conhecer a Deus e amá-Lo e que o grau de maturidade e solidez da fé duma Igreja se mede a partir da sua capacidade de comunicar a fé professada mas também se manifesta pela qualidade das suas obras de caridade, como diz o Apóstolo São Tiago em Ti, II, 18.

Diz ainda o bispo que a realização das obras de Evangelização da diocese de Porto-Novo começaram pelos pioneiros de ontem e continua pela devoção dos pastores de hoje que deve ser apoiada não só pela fé, mas também pela caridade de todos os seus filhos.


Em virtude destas considerações,

Em conformidade com as disposições dos cânones 284 e 669 do vigente Código de Direito Canónico,

Eu decreto:
1. O traje eclesiástico normal de qualquer clérigo (diocesano, religioso, membro de uma sociedade clerical de vida apostólica) na diocese de Porto-Novo é apenas a batina;
2. O uso de batina é obrigatório,
- para a celebração ou administração de todos os sacramentos, especialmente a Eucaristia;
- para a celebração de qualquer para-liturgia;

- em qualquer reunião de clérigos e em qualquer reunião com a participação do clero quer ao nível diocesano quer paroquial, como por exemplo as concelebrações da Missa, reuniões de presbíteros;
- em lugares onde os fiéis solicitam o clérigo para o exercício do ministério sacerdotal;
- nas visitas ao bispo, independentemente do momento e do motivo da visita;
- em qualquer lugar onde a identidade do sacerdote possa levantar dúvidas


Com o desejo de que o uso da batina seja uma evidência no seio da comunidade cristã do testemunho publico que todos os padres devem dar da sua própria identidade e da sua pertença especial a Deus, eu vos asseguro da minha comunhão orante em Jesus por Maria.

Dado em Porto-Novo, a 09 de Maio de 2017



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terça-feira, 23 de maio de 2017

Procissão em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres - Açores

No passado dia 21 de Maio, quinto domingo depois da Páscoa, viveu-se a tradicional procissão do Senhor Santo Cristo dos Milagres, na ilha de S. Miguel (Açores). A imagem renascentista representa o momento do Ecce Homo da Paixão de Nosso Senhor e está em capela própria no Convento da Esperança, em Ponta Delgada. À procissão - a mais antiga do País - acorrem milhares de pessoas com grande devoção. O chão das ruas por onde passa é adornado de flores e a fachada do seu santuário de flores e de luzes. O andor percorre o itinerário original passando por antigos conventos e igrejas paroquiais, num percurso de kilometros que dura aproximadamente 7horas.

Neste ano de 2017 contou com a presença do Sr. Presidente da República.


 A multidão à espera da saída do andor do Senhor Santo Cristo.


A Imagem acompanhada pela Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres


As ruas de Ponta Delgada


 A fachada do Convento de noite.



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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cardeal Burke pede ao Papa que consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria

O Cardeal Burke incitou os fiéis católicos a "trabalhar para a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria" em fidelidade ao pedido de Nossa Senhora de Fátima. Falando no Rome Life Forum no passado dia 19 de Maio, o Cardeal explicou:

"Certamente, o Papa São João Paulo II consagrou o mundo, incluindo a Rússia, ao Imaculado Coração de Maria a 25 de Março de 1984. Mas hoje [cem anos depois], mais uma vez, ouvimos o chamamento de Nossa Senhora de Fátima para consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração, de acordo com a sua instrução explícita."

Uma consagração que nomeie a Rússia, continuou Burke, "é de uma vez por todas o reconhecimento da importância que a Rússia continua a ter no plano de Deus para a paz e um sinal de profundo amor pelos nossos irmãos na Rússia."
Como tal, Sua Eminência iniciou uma petição ao Papa Francisco para que consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

Aqui está disponível a petição:

De seguida apresentamos, exclusivamente, em português o texto da súplica ao Santo Padre:

"Ao Papa Francisco:

Unimos as nossas vozes à de Sua Eminência Reverendíssima o Cardeal Raymond Burke, no seu pedido para a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

Neste centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima às três crianças de Fátima, e confrontados com as calamidades de que a Rainha do Céu nos avisou, comprometemo-nos a redobrar os nossos esforços para responder aos Seus pedidos e encorajar todos os Católicos a fazê-lo também.

Comprometemo-nos:

-Primeiro, à oração, particularmente ao Santíssimo Rosário, e à devoção ao Escapulário do Carmo.

- Segundo, à reparação, principalmente através da prática da devoção dos Cinco Primeiros Sábados, pelos pecados e ultrajes cometidos contra a Graça de Deus e pelas blasfémias contra os Santíssimos Corações de Jesus e Maria.

- Terceiro, consagrarmo-nos pessoalmente ao Imaculado Coração de Maria e unirmo-nos ao apelo à consagração pública da Rússia pelo Papa e todos os Bispos do mundo.

Instamos todos os Católicos a que se unam ao Cardeal Burke neste apelo, e a que peçam a Nossa Senhora que obtenha do Seu Filho paz para o mundo e para a Igreja, como Ela prometeu caso os Seus pedidos fossem atendidos.

Os signatários incluem:

Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana, Cazaquistão;

Sua Alteza o Duque Paul von Oldenburg;

Dama Colleen Bayer, Directora Nacional da Family Life International."



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Como fazer um pedido a Santa Rita de Cássia

Santa Rita é conhecida como a santa das causas impossíveis, graças aos inúmeros milagres que acontecem por sua intercessão

Ó poderosa e gloriosa Santa Rita chamada Santa das causas impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliadora da última hora, refúgio e abrigo da dor que arrasta para o abismo do pecado e da desesperança, com toda a confiança em Vosso poder junto ao Coração Sagrado de Jesus, a Vós recorro no caso difícil e imprevisto, que dolorosamente oprime o meu coração.

(Fazer o pedido)

Obtende a graça que desejo, pois sendo-me necessária, eu a quero. Apresentada por Vós a minha oração, o meu pedido, por Vós que sois tão amada por Deus, certamente será atendido. Dizei a Nosso Senhor que me valerei da graça para melhorar a minha vida e os meus costumes e para cantar na Terra e no Céu a Divina Misericórdia.

Pai-Nosso, Avé-Maria, Glória

Santa Rita das causas impossíveis, intercedei por nós! Ámen


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domingo, 21 de maio de 2017

Nossa Senhora de Fátima foi coroada em Roma



Igreja: Santissima Trinità dei Pellegrini (FSSP)


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Pe. Américo explica que a sua obra não seria nada sem a Missa

Quando às vezes acabo de celebrar e me ajoelho para agradecer o imerecido, ali, frente ao altar de pedra, quedo-me a perguntar a mim mesmo do que seria tudo isto, sem isto. Sim. 

O que seria da Obra da Rua (obra criada pelo Pe. Américo para ajudar rapazes abandonados), sem os Altares, onde os Padres da Rua, falam da rua, rezam pela rua e pedem para a rua o que a rua desprezou? O que seria da Obra da Rua sem o Altar? Seria coisa morta porque no Altar é que mora a Vida. A Vida que fez a Vida e que deu a Vida.

Seria um peito sem coração a palpitar. E corpo sem coração é cadáver. Cheira mal, causa espanto, afugenta as crianças. Cristo atrai as crianças e não as repele. A vida está no Altar.

Seria uma árvore estéril, sem semente. Não haveria continuidade. Morreria. Sem Altar, a Obra era vasia, cana ôca que o mundo pisa e esmaga. O Altar é que enche. O Altar é que irradia. O Altar é sempre o grande segredo. E que seria de mim, fraco, opróbrio e confusão, sem o Altar? Seria como os mais que constroem sem alicerce e morrem sufocados debaixo das pedras que levantam aos ares. Construía sobre areia e dava de comer as vendavais.

in 'O pai Américo era assim' (Coimbra, 1958)


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sábado, 20 de maio de 2017

Peregrinação do Cardeal Burke a Fátima

O Cardeal Burke esteve em Fátima dia 12 e 13 de Maio, numa peregrinação com Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, que ele mesmo fundou, da sua antiga diocese de La Crosse, Wisconsin. Sua Eminência esteve como um peregrino comum, com o seu grupo americano (que tinha também um padre diocesano, um padre Franciscano da Imaculada e um frade Franciscano da Imaculada).

Visitou na noite de 12 para 13 a Capelinha das Aparições tendo sido visto em oração. No dia 13 celebrou a
Missa votiva do Imaculado Coração de Maria, no usus antiquior, e assistiu à Missa do Papa no Santuário e recebeu a Sagrada Comunhão.

Também foi visto no Santuário e até junto à loja de artigos religiosos de Fátima, sempre com o seu estilo discreto. Inúmeros peregrinos o pararam para o cumprimentar ou pedir uma bênção para si ou para os seus objectos religiosos.

No dia 14 de Maio concelebrou a Missa no Santuário, com o Bispo de Leiria-Fátima. No dia 15 o grupo seguiu para Alcobaça e Lisboa onde se encontraram connosco, do blogue Senza Pagare, e Sua Eminência seguiu para Roma. Aqui deixamos algumas imagens da peregrinação do bom Cardeal.

Já por várias vezes Sua Eminência nos disse gostar do trabalho feito pelo nosso blogue.
Rezemos pelo Cardeal Burke e pelo seu bom serviço à Igreja.



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100 anos de Fátima: Procissão do adeus a 13 de Maio de 2017



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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Vista aérea do Santuário de Fátima durante a Procissão das Velas


Santuário de Fátima fotografado pela Força Aérea Portuguesa durante a Procissão das Velas do dia 12 de Maio de 2017.


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Papa Bento diz que Cardeal Sarah é o homem certo no lugar certo

O Papa Bento XVI escreveu um belíssimo texto sobre o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Cardeal Robert Sarah, especialmente os livros sobre a necessidade de uma liturgia bem celebrada e do regresso ao silêncio nas celebrações, para que não se perca a fé. Este texto que mostramos de seguida estará presente em futuras edições do livro do Cardeal Sarah, 'The Power of Silence: Against the Dictatorship of Noise":

Desde que li as cartas de Santo Inácio de Antioquia nos anos 50, uma passagem da sua Carta aos Efésios afectou-me particularmente: “É melhor manter o silêncio e ser [Cristão] do que falar e não ser. Ensinar é algo excelente, desde que quem fala pratique o que ensina. 

Ora, há um Mestre que falou e fez. E mesmo o que fez silenciosamente foi digno do Pai. Quem fez verdadeiramente suas as palavras de Jesus, é capaz de ouvir o Seu silêncio, para que seja perfeito: para que possa agir pelo seu falar e ser conhecido pelo seu silêncio.” O que significa isto: ouvir o silêncio de Jesus e conhecê-lo através do Seu silêncio? 

Sabemos pelos Evangelhos que Jesus frequentemente passava noites sozinho “na montanha” em oração, conversando com o Seu Pai. Sabemos que o Seu discurso, a Sua palavra, vinha do silêncio e só poderia maturar aí. Tem por isso sentido que a Sua palavra apenas possa ser correctamente compreendida se nós, também, entrarmos no Seu silêncio, se quisermos ouví-la do Seu silêncio.

Certamente, de forma a interpretar as palavras de Jesus, o conhecimento histórico é necessário, pois ensina-nos a compreender o tempo e a linguagem usada na época. Mas isto apenas não é suficiente se queremos realmente compreender a mensagem do Senhor em profundidade. 

Quem leia, hoje, os cada vez mais longos comentários aos Evangelhos, ficará decepcionado no fim. Aprenderá muitas coisas úteis sobre a época e um grande número de hipóteses que, no fim de contas, nada contribuirão para a sua compreensão do texto. No fim, fica-se com a sensação de que, perante um excesso de palavras, falta algo essencial: entrar no silêncio de Jesus, de onde a Sua palavra nasce. Se não conseguirmos entrar neste silêncio, ouviremos sempre a palavra de forma superficial e por isso não a compreenderemos.

Enquanto lia o novo livro do Cardeal Robert Sarah, todos estes pensamentos me perpassaram de novo a alma. Sarah ensina-nos o silêncio – estar em silêncio com Jesus, a verdadeira quietude interior, e assim simplesmente ajuda-nos a compreender de forma renovada a palavra do Senhor. Naturalmente fala muito pouco de si mesmo, mas aqui e ali dá-nos uma antevisão da sua vida interior. 

Respondendo à questão de Nicolas Diat, “Por vezes na sua vida terá sentido as palavras ficarem demasiado complicadas, demasiado pesadas, demasiado barulhentas?”, responde: “Na minha oração e na minha vida interior, sente senti a necessidade por um mais profundo e completo silêncio. (...) Os dias de solidão, silêncio e jejum absoluto foram um grande apoio. Foram uma graça sem precedentes, uma purificação lenta, e um encontro pessoal com ... Deus. (...) Dias de solidão, silêncio e jejum, nutridos apenas pela Palavra de Deus, permitem ao homem basear a sua vida naquilo que é essencial.” 

Estas linhas tornam visível a fonte da qual o cardeal vive, que dá à sua palavra profundidade. Deste ponto de vista, ele pode contemplar os perigos que constantemente ameaçam a vida espiritual, de sacerdotes e bispos também, e que por isso põem a Igreja em perigo, em que não é incomum a Palavra ser substituída por verbosidade que dilui a grandeza da Palavra. 

Gostaria de citar apenas uma frase que pode tornar-se exame de consciência para cada bispo: “Pode acontecer que um bom e pio sacerdote, quando elevado à dignidade episcopal, rapidamente caia em mediocridade e em preocupação por sucesso mundano. Arrasado pelo peso dos seus deveres, preocupado pelo seu poder, a sua autoridade, e as necessidades materiais do seu ofício, gradualmente perde as energias.”

O Cardeal Sarah é um mestre de espiritualidade, que fala das profundezas do silêncio com o Senhor, a partir da sua íntima união com Ele, e por isso tem algo para dizer a cada um de nós.

Deveríamos estar gratos ao Papa Francisco por ter nomeado tal mestre de espiritualidade para liderar a congregação responsável pela celebração da liturgia da Igreja. Com a liturgia, tal como sucede com a interpretação da Sagrada Escritura, é necessário conhecimento especializado. Mas é também verdade que a especialização em liturgia pode passar ao lado do essencial, a não ser que esteja fundada numa união profunda e interior com a Igreja orante, que constantemente reaprende do próprio Senhor o que significa adorar. Com o Cardeal Sarah, mestre do silêncio e da oração interior, a liturgia está em boas mãos.

Papa Bento XVI, Cidade do Vaticano

Tradução: Senza Pagare


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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Roubo de Hóstias em Fátima no dia 13 de Maio de 2017


Neste vídeo vemos um indivíduo que recebe a Sagrada Comunhão na mão, finge que põe a Hóstia na boca e, poucos segundos depois, percebemos que tem ainda Nosso Senhor Sacramentado na sua mão e O leva embora, sabe-se lá com que propósito. 

 A comunhão na mão é um indulto. Quer isto dizer que a forma normal de comungar é na boca. A comunhão na mão foi tolerada por causa dos abusos que começaram, depois do Concílio Vaticano II, na Holanda. Por ser apenas tolerada, e nunca recomendada, a comunhão na mão deve ser suspensa sempre que se verificam riscos de roubos da Sagrada Comunhão, como acontece quando o número de pessoas para comungar é grande. 

 A comunhão na mão tem de ser proibida! Nosso Senhor não pode continuar a ser maltratado como acontece hoje em dia na Sua Igreja! Rezemos em "reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido".


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15 sacerdotes que também foram cientistas

Qual a relação entre a ciência e a fé? Serão opostas? Não. Ciência e fé são totalmente compatíveis e a vida destes homens é prova irrefutável disso.

Aqui está uma lista de 15 sacerdotes que também foram cientistas:
 
1) São Silvestre II, Papa (945-1003)

 
Foi o primeiro Papa francês da história. Foi um grande matemático e introduziu na França o sistema decimal islâmico e o uso do zero, facilitando assim os cálculos.
 
2) Robert Grosseteste (1175-1253)

 
Sendo bispo da diocese de Lincoln (Inglaterra), foi um estudioso em quase todas as áreas de conhecimento da sua época. Também foi precursor da filosofia moderna, introduzindo o pensamento aristotélico na Universidade de Oxford.
 
3) Santo Alberto Magno (1193-1280) 

Renomado sacerdote dominicano, bispo e Doutor da Igreja. Também foi filósofo, geógrafo e um químico famoso, descobriu o arsénio.
 
4) Roger Bacon (1214-1294)

Franciscano conhecido como Doutor Admirável. É um dos precursores do método científico moderno. Já no seu tempo ele dizia “a matemática é a porta e a chave de toda ciência”.
 
5) Jean Buridan (1300-1375)

 
Clérigo secular francês e precursor da mecânica de Newton por meio da sua noção de ímpeto que explicava o movimento de projécteis e objectos em queda livre. Essa teoria pavimentou o caminho para a dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da inércia, de Isaac Newton.
 
6) Nicolau Oresme (1323-1382)

 
Foi teólogo e bispo de Lisieux e também um génio intelectual. Talvez seja o pensador mais original do século XIV, por sua actividade como economista, matemático, físico, astrónomo, filósofo, psicólogo e musicólogo. Descobriu a refracção atmosférica da luz.
 
7) Nicolau Copérnico (1475-1543)

Este sacerdote oriundo da Polónia é o pai da astronomia moderna por meio da sua teoria heliocêntrica. Também foi matemático, astrónomo, jurista, físico, político, líder militar, diplomata e economista.
 
8) Francesco Maria Grimaldi (1618-1663)

 
Sendo jesuíta, construiu e usou os instrumentos para medir características geológicas na lua e desenhou um mapa que foi publicado por Giovanni Battista Riccioli. Também descobriu a difracção da luz.
 
9) Giovanni Battista Riccioli (1598-1671)

 
Astrónomo jesuíta italiano considerado como um pioneiro da astronomia lunar. Foi a primeira pessoa a medir a taxa de aceleração de um corpo em queda livre.
 
10) Athanasius Kircher (1602-1680)

Este sacerdote jesuíta foi um dos cientistas mais importantes do período barroco. Era poliglota, erudito e estudioso orientalista. Usando um microscópio rudimentar, examinou doentes com peste e observou de forma pioneira os vermes, construiu um aparelho para projectar imagens, conhecido como lanterna mágica (1646) e relacionou peste bubónica com putrefacção.
 
11) Nicolau Steno (1638-1686) 

É considerado o pai da geologia. Era um polímata, médico, e anatomista dinamarquês. Aderiu ao catolicismo na vida adulta, morreu como bispo missionário. Após converter-se ao catolicismo, foi ordenado padre em 1675, tendo sido ordenado bispo dois anos depois. Veio a falecer em 1686, tendo sido beatificado pelo Papa João Paulo II em 1988.
 
12) Ruder Boskovic (1711-1787)

 
Físico, astrónomo, matemático, filósofo, poeta e sacerdote jesuíta da República de Ragusa (hoje Croácia). Influenciou nas obras de Faraday, Kelvin, Einstein, etc.
 
13) Gregor Mendel (1822-1884)

 
Agostiniano austríaco, pai da genética por descobrir a origem da herança genética, através de pesquisas que conduziu com diferentes ervilhas. As chamadas “Leis de Mendel” falam da transmissão dos caracteres hereditários.
 
14) Georges Lemaitre (1894-1966)

 
Sacerdote belga, astrónomo e professor de física. Lemaitre propôs o que ficou conhecido como teoria da origem do Universo do Big Bang, que ele chamava de “hipótese do átomo primordial“, ou também conhecido como “ovo cósmico”, que posteriormente foi desenvolvida por George Gamow. 

15) Manuel Carreira (1931)

 
Sacerdote jesuíta, teólogo, filósofo e astrofísico espanhol. É membro do Observatório Vaticano e ele tem trabalhado em numerosos projectos para a NASA. É um firme defensor da compatibilidade entre ciência e fé.

in pt.churchpop


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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Imagens inesquecíveis nos 100 anos das Aparições: Avé de Fátima e Procissão das Velas



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A "app" de Fátima

Porquê, cem anos depois, atender a Fátima? Não estará irremediavelmente presa no passado, tão obsoleta quanto a Primeira República ou a Revolução de Outubro, suas contemporâneas? No tempo das apps e do Facebook, que interesse pode ter? Responder a esta questão exige entender o fenómeno. Sem lhe penetrar o significado, não se compreendem as multidões que aí se concentram.

Fátima inclui duas coisas, uma para quem quiser ouvir, a outra só para os crentes. Antes de mais, trata-se de um aviso; um aviso de catástrofe planetária. A aparição fala de questões político-militares com relevância global: a Grande Guerra, a "outra guerra ainda pior", a influência da Rússia, a perseguição à Igreja e ao Papa. Os factos são incontornáveis; a sua importância indiscutível. Qualquer pessoa, mesmo não crente, interessa-se por isto, considerando relevantes as advertências.

No entanto, é mesmo aí que a mensagem parece esgotada, pois os dramas de que fala já aconteceram. O próprio documento da Congregação para a Doutrina da Fé sobre "A Mensagem de Fátima", interpretação autorizada do ano 2000, considera "as predições infelizmente cumpridas". Será a atenção a Fátima meramente nostálgica?

A resposta só é afirmativa se considerarmos resolvidos os males que geraram os horrores do século XX. Apenas quem pense viver hoje sem riscos globais pode descartar os recados. Mas a ingenuidade do início dos anos 1990, quando a queda dos muros gerou uns tempos de alívio e optimismo, há muito se esgotou. Considerando o panorama mundial, dificilmente se fica descansado quanto a tais desgraças. Aliás, os sinais de alarme vêm consistentemente a aumentar de volume nos últimos tempos. Em certos aspectos estamos já pior do que em 1917.

Terrorismo, poluição e armas de destruição maciça estão cada vez mais presentes, como as novas formas de exploração, precariedade, marginalização e agressão. Mesmo em nossa casa, encontramos dimensões onde os avisos da Senhora são hoje ainda mais urgentes. Em 1917, por muito mal que estivesse, Portugal era dos poucos países do mundo onde não se usavam dinheiros públicos para matar pessoas, desde a abolição da pena de morte, onde fomos pioneiros. 

Noventa anos depois, com a liberalização e a subsidiação do aborto em 2007, os recursos do Estado voltaram a ser aplicados para matar. Com a agravante de que agora as vítimas são inocentes e o número de execuções milhares de vezes superior ao antigo. Pior, o governo que hoje, sorridente, recebe o Papa prepara-se hipocritamente para, assim que o vir pelas costas, aprovar a lei da eutanásia, que alargará a prática de morte assistida pelo Estado. Fátima não perdeu actualidade.

O ser humano conseguiu avanços espantosos na modernidade. A técnica, a política, a medicina, a economia e a diplomacia fizeram desaparecer velhas misérias e permitiram um controle sobre o mundo e a vida que antes nem se imaginava. Os nossos problemas materiais estão resolvidos, desaparecendo grande parte das razões da zanga e do sofrimento humanos. Podemos dizer que a humanidade tem já recursos suficientes para dar a todos uma vida cómoda e pacífica. Mas o ser humano não anda mais feliz e está mesmo mais frágil e assustado do que antes.

A desigualdade global subiu com a prosperidade, pelo que a miséria permanece. Muitos até acusam o desenvolvimento de ser a causa. Mesmo nas zonas de abundância, ressurge a velha indigência em novas formas, no divórcio, na droga, na solidão, na perversão. ^As razões são frequentemente fúteis e incompreensíveis. Acaba de surgir um jogo na internet que leva os nossos filhos a mutilar-se e suicidar-se. Nesta fulgurante cavalgada do progresso devemos ter perdido algo de muito importante.

Não é difícil saber o quê. Os grandes ganhos materiais mudaram o sentido da vida do homem moderno. O domínio sobre o mundo é sedutor, até para os crentes. Criámos uma realidade à nossa dimensão, perdendo de vista o transcendente. Colocámos a nossa fé em nós mesmos, deixando de considerar Aquele que sempre foi a razão de ser. Não admira que a vida hoje seja só humana. Demasiado humana.

A Senhora, na conclusão das aparições, disse: "Não ofendam mais a Nosso Senhor, que já está muito ofendido!" Mesmo aqueles que não acreditam compreendem que o recado hoje não é irrelevante. Até achando que Deus não existe se percebe a ofensa. As consequências afectam todos, crentes e não crentes.

Reduzir Fátima a este elemento, como tantos fazem, torna a mensagem tenebrosa e patética. Mas a finalidade da Senhora não é fazer anúncios aterradores, mas apresentar a salvação. Infelizmente, a esta segunda dimensão apenas os crentes têm acesso: "Rezai o terço todos os dias", "sacrificai-vos pelos pecadores", "consagrai ao meu Imaculado Coração". Esta é a appde Fátima. São receitas estranhas no mundo pragmático do Facebook, mas já tentámos tudo o resto e os problemas só aumentaram. E esta app, naquelas vezes em que a aplicámos nestes cem anos, funcionou perfeitamente.

João César das Neves in Diário de Notícias


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terça-feira, 16 de maio de 2017

Procissão de Nossa Senhora de Fátima em Aleppo (Síria)


A cidade mártir de Aleppo, na Síria, assistiu a uma emocionante procissão de Nossa Senhora de Fátima no dia 13 de Maio, exactamente 100 anos depois da Virgem Maria ter aparecido pela primeira vez aos Pastorinhos. Depois da procissão, a cidade, que vive em guerra há 6 anos, foi consagrada à Virgem do Rosário de Fátima. A imagem foi enviada pelo Santuário de Fátima, em Portugal.


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Jesus nunca existiu, foi casado e teve filhos

De tempos a tempos, depara-se-nos a notícia de que Jesus de Nazaré não existiu. A fonte da "boa-nova" é sempre algum estudo histórico seríssimo, que só a censura eclesiástica e os escrúpulos para com o sentimento religioso do povo puderam reprimir durante os últimos dois milénios. No entanto, já aprendi com a experiência destas coisas a suspender a minha opinião sobre estes estudos, pelo menos até que a maior parte dos que murmuram sobre eles, bem como a maior parte daqueles que os fazem, consiga decidir definitivamente se Jesus deveras não existiu ou se foi casado e teve filhos. 

A impressão que fica é que qualquer hipótese é aceitável desde que diga o contrário do relato evangélico, ora afirmando que Jesus não existiu, ora atribuindo-lhe uma existência inusitada. Talvez um dia os cépticos venham a descobrir que estas teorias não passam pelo crivo do cepticismo e que a hipótese mais parcimoniosa é, afinal, a de que Jesus existiu, não casou, teve um ministério público nas cidades da Palestina, foi crucificado entre salteadores, morreu, e na manhã de Domingo o túmulo em que o haviam depositado estava vazio.

É claro que existem algumas boas razões para não acreditar nos estudos que concluem pela inexistência de Jesus e a maior razão entre elas é o facto de as testemunhas oculares estarem perfeitamente convencidas do contrário, o que é um aspecto que nenhum historiador digno do nome pode ignorar. Contudo, uma vez que os académicos que negam a existência do humilde carpinteiro de Nazaré parecem apostados em negligenciar essas testemunhas por terem acreditado no que viram, há que citar-lhes as palavras de outros que puderam informar-se razoavelmente sobre os acontecimentos, embora não fossem cristãos. A investigação dos relatos judaicos e pagãos da época, escritos por homens que não tinham o menor interesse em favorecer com as suas palavras a pregação cristã nascente, confirma notavelmente a narrativa ortodoxa da vida de Jesus de Nazaré.

A ajudar a nossa pesquisa, o historiador Lawrence Mykytiuk publicou recentemente um artigo em que sintetiza as informações sobre a vida de Jesus contidas nas principais fontes pagãs e judaicas. Mykytiuk nomeia vários autores antigos, mas é suficiente por agora concentrarmos a atenção em apenas três fontes – o pagão Tácito, o judeu Josefo e os escritos rabínicos dos primeiros séculos da era cristã.

Tácito é um formidável historiador da vida em Roma no primeiro século depois de Cristo. Era um homem de grande reputação entre os seus contemporâneos que foi procônsul na Turquia e senador em Roma. É no seu trabalho mais extenso, os Anais, posto por escrito no início do segundo século, no capítulo XV, 44, que Tácito fala de Cristo. As breves palavras que escreve sobre Jesus aparecem a propósito da perseguição que o imperador Nero moveu contra os cristãos.  O parágrafo que redigiu, marcado por um laivo de desprezo pela «letal superstição» cristã, menciona Cristo - «Christus» - como fundador desse «mal». Esse homem, proveniente da Judeia, conta-nos Tácito, foi executado no tempo do imperador Tibério, às ordens do procurador Pôncio Pilatos. Este extraordinário pedaço de literatura antiga não apenas confirma a existência do fundador da nova religião, o Cristo, como confirma a narrativa da sua morte e o tempo em que ocorreram os eventos da vida de Jesus, algures entre os anos 26 e 36 da era cristã, o período em que Pôncio Pilatos foi procurador da Judeia enquanto Tibério era imperador.

O sacerdote hebraico, Flávio Josefo, que foi deportado para Roma por ocasião da revolta judaica contra Roma, iniciada em 66 d.C., é vulgarmente citado na presente questão por causa do que escreveu sobre Jesus no décimo oitavo livro das suas Antiguidades Judaicas, excerto que é conhecido pelos historiadores como Testimonium Flavianum. Outra referência que fez a Jesus, no vigésimo livro daquela obra, mais discreta e muito menos conteste, costuma passar despercebida. Esta menção está inserida na narrativa da sentença de morte de Tiago, proferida pelo sumo sacerdote Ananias. Tiago era um nome muito comum na época e Josefo precisou de distinguir claramente a pessoa de quem estava a falar naquele trecho. Então, associou o nome de Tiago a outro nome, que, aparentemente, o tornaria claramente reconhecível, o nome do seu primo Jesus. 

Porém, como o nome Jesus era também de uso frequente naquela época, Josefo diferenciou a pessoa a que se referia escrevendo que era aquele a quem chamavam o Messias, ou, em latim, «Christus». A menção incidental de Jesus, servindo apenas a função de identificar Tiago, só faz sentido se tratar de alguém que realmente existiu e que poderia ser um ponto de referência para os leitores da época. Josefo parece considerar que a mera indicação do parentesco com Jesus para distinguir Tiago é bastante, o que sugere, como hipótese mais provável, que Jesus já deveria ser conhecido do leitor por alguma menção feita anteriormente na obra – ao que tudo indica, o célebre passo do décimo oitavo livro. Este excerto, que confirma, entre outros aspectos, a história do julgamento e crucificação de Jesus, merece considerações mais demoradas, para as quais devolvo o leitor ao artigo de Mykytiuk.

O testemunho que mais me impressiona sobre Jesus é aquele que é dado pelos seus inimigos. Aqueles contemporâneos do primeiro século a quem Jesus foi mais incómodo seriam aqueles que teriam todo o interesse em contar a verdade sobre o mito de Jesus, mito que seria singularmente frágil, uma vez que os cristãos pregavam que o seu mestra havia tido um ministério público nas cidades da Galileia. No entanto, não o fizeram. As autoridades judaicas da época e as tradições rabínicas falavam de Jesus como se ele tivesse realmente existido e chegaram mesmo a voltar contra o Nazareno os estranhos acontecimentos da sua vida, tal como já o haviam feito antes, quando disseram que era pelo poder do príncipe dos demónios que Ele expulsava os demónios. Pergunto-me se não seria poupar dores de cabeça e arrelias ter logo dito que ele não existira – a não ser que dizê-lo fosse um perfeito disparate; a não ser que Ele tivesse mesmo existido.

Como nota Mykytiuk, a esmagadora maioria dos historiadores não questiona a existência de Jesus – as vozes que bradam no deserto para a negar, quaisquer que sejam os motivos pelos quais o fazem, não o fazem, certamente, por motivos científicos. 

É óbvio que estas fontes vêm trazer um grande reforço à tese de que Jesus foi casado e teve filhos, uma vez que existiu para o efeito. Talvez seja de esperar, portanto, um consenso entre os autores de estudos sobre de que maneira é que a Bíblia há-de estar errada.

Hugo Monteiro Dantas


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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Centenário das Aparições de Fátima: Procissão nas ruas de Roma

Organização: Paróquia Santissima Trinità dei Pellegrini (FSSP)


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Papa Francisco em Fátima e a multidão de Santa Jacinta

Um sol magnífico. No recinto imenso de Fátima e nas ruas à volta, ecoa a voz pausada do Papa. Faz-nos sonhar com a poesia de imagens tiradas do Apocalipse, fala da «Mulher revestida de sol», refulgente de beleza. Ela, disse-nos o Papa, é a nossa mãe! Depois de ver Nossa Senhora, a pequena Jacinta não se conteve e desvendou o segredo à mãe: «Hoje vi Nossa Senhora!».

Também nós a veremos pela eternidade inteira, se formos para o Céu – diz o Papa. Por isso o preocupa o risco do Inferno «onde leva a vida sem Deus e profanando Deus nas suas criaturas».

O assunto é da máxima gravidade: «Nas suas “Memórias”, a Irmã Lúcia dá a palavra à Jacinta que beneficiara de uma visão: “Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não têm nada para comer? E o Santo Padre numa igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta a gente a rezar com ele?”».

As circunstâncias desta homilia despertam-nos para a actualidade da visão. O Santo Padre diante de Maria, e uma multidão rezando... Mas é o próprio Papa que sublinha o que quer dizer: «Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes!». Sim, somos nós e é ele. Um arrepio de responsabilidade leva-nos a viver mais intensamente este momento que une o Céu e a Terra.

No meio das tribulações que desabam sobre a Igreja e a humanidade, o Papa aponta o caminho da esperança: sob o seu manto, não se perdem os filhos de Nossa Senhora – diz o Papa. Com essa esperança, o Papa põe-nos a caminho:

– «Ele criou-nos como uma esperança para os outros, uma esperança real e realizável, segundo o estado de vida de cada um. Ao “pedir” e “exigir” o cumprimentos dos nossos deveres de estado (a citação é de uma carta da Irmã Lúcia de 1943), o Céu desencadeia aqui uma verdadeira mobilização geral contra esta indiferença, que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar. Não queiramos ser uma esperança abortada! A vida só pode sobreviver graças à generosidade de outra vida. Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto” (Jo 12, 24) ».

No espaço desta homilia, cruzaram-se o esplendor da beleza e os abismos do mal, a esperança de Deus e a nossa responsabilidade. Com uma intensidade multiplicada pela multidão que ouve as palavras do Papa e reza com ele. Os que aqui estamos, somos, em primeira linha, a multidão imensa que a Jacinta viu.

José Maria C.S. André - Fátima, 13-V-2017


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domingo, 14 de maio de 2017

A Virgem de Fátima e a Espanha Católica



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100 anos de Fátima em imagens

Os três pastorinhos na Cova da Iria:

Primeira Missa na Cova da Iria -1918:

Peregrinação de 13 de Maio de 1926 (4 fotografias):

Peregrinos em Fátima, 1927:

Procissão em 1928:



Bênção da primeira pedra do monumento ao Sagrado Coração de Jesus (13.5.1928):

Construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário (1928-..)

13 de Maio de 1936 (2 fotografias):

Transporte da imagem de Nossa Senhora nos anos 40:

Missa no Santuário de Fátima em 1942 (Cardeal Cerejeira):

Coroação da Imagem de N.Sra em 1946:

Bênção dos doentes em 1951:

Valinhos (sem data):





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