segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Cristã arménia canta 'Kyrie eleison' numa igreja destruída

Nelly Gasparyan é uma cristã arménia que foi filmada na Igreja da Santa Cruz, na ilha de Akdamar (Turquia), enquanto cantava o Kyrie eleison em arménio.


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Amor meus pondus meum - O meu amor é o meu peso

O corpo, devido ao peso, tende para o lugar que lhe é próprio, porque o peso não só tende para baixo, mas também para o lugar que lhe é próprio. Assim o fogo encaminha-se para cima, e a pedra para baixo. O azeite derramado sobre a água aflora à superfície; a água vertida sobre o azeite submerge-se debaixo deste: movem-se segundo o seu peso e dirigem-se para o lugar que lhes compete. As coisas que não estão no próprio lugar agitam-se, mas quando o encontram, ordenam-se e repousam.


O meu amor é o meu peso. Para qualquer parte que vá, é ele quem me leva. O vosso Dom inflama-nos e arrebata-nos para o alto. Ardemos e partimos. Fazemos canções no coração e cantamos o "cântico dos degraus". É o vosso fogo, o vosso fogo benfazejo que nos consome enquanto vamos e subimos para a paz da Jerusalém celeste. "Regozijei-me com aquilo que me disseram: Iremos para a casa do Senhor". Lá nos colocará a "boa vontade", para que nada mais desejemos se não permanecer ali eternamente." 



Santo Agostinho in Confissões


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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Alerta: Papa Francisco celebrou Missa "de costas" para as pessoas

O Papa Francisco escandalizou os católicos "modernos" ao celebrar Missa 'ad orientem'. Estes católicos - juntamente com tantos não católicos que gostam de opinar em questões da Igreja - sentiram-se ultrajados com este "retrocesso". 

Dizem que longe vão os tempos (felizmente!) em que os sacerdotes celebravam a Missa "de costas" para as pessoas; e estas não "participavam" na Missa, limitando-se a estar ali impávidas e serenas, quem sabe ajoelhadas, enquanto faziam coisas desprovidas de sentido, como por exemplo rezar.

"Estamos no século XXI, os tempos evoluíram"; "Não podemos voltar atrás"; "Jesus veio pedir a simplicidade, não estas pompas"; "Jesus era pobre, nada tem a ver com estes faustos"; "Jesus veio falar olhos nos olhos com as pessoas, nunca lhes virou as costas" - desabafam, num misto de revolta, desilusão e desânimo.

A Santa Missa foi celebrada na Capela Sistina, no altar que se encontra sob o Juízo Final, pintado por Michelangelo. 

João Silveira

Nota interpretativa: Este texto contém ironia a fim que se perceba mais facilmente a irracionalidade de muitos "argumentos" que ouvimos em relação a este tema.


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Se não vamos ao confessionário o confessionário vem até nós



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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Administrador diocesano acusa clero 'homossexual' de assassinar o seu Bispo

Parte do clero de uma diocese dos Camarões foi acusada publicamente de planear o assassinato do seu Bispo. O actual administrador da diocese disse, durante a homilia da Missa de exéquias, que o Bispo não se suicidou mas foi morto porque se levantou contra a homossexualidade na Igreja e no sacerdócio.

"É uma vergonha para todas aquelas pessoas em trajes pretos e óculos escuros sentados nas primeiras filas da Igreja", disse Mons. Joseph Akonga Essomba durante a Missa para o falecido Bispo Jean Marie Benoit Bala da diocese de Bafia, Camarões.

"É uma vergonha para todos os sacerdotes que vieram aqui fingindo simpatizar. Estas são as pessoas que mataram o nosso Bispo, porque ele disse "não" à homossexualidade perpetrada por esses sacerdotes ", disse Akonga, conforme relatado pelo site 'Crux Now'.

Mons. Essomba disse que, enquanto aqueles que realmente executaram o Bispo eram pessoas em posições de poder, apontou o dedo para sacerdotes 'homossexuais' ali presentes, que disse terem traído o seu líder espiritual.

O Bispo Bala, de 58 anos, desapareceu da sua residência na noite de 31 de Maio. O seu carro foi encontrado estacionado numa ponte que atravessa o rio Sanaga. Uma nota manuscrita foi encontrada no seu carro, dizendo: "Estou na água". O corpo do Bispo foi encontrado dois dias depois por pescadores, a cerca de 15 quilómetros da ponte.

Enquanto o governo dos Camarões sustenta que "o afogamento é a causa mais provável da morte do Bispo", os bispos do país dizem que Bala "não cometeu suicídio; ele foi brutalmente assassinado ".

Mons. Essomba disse ainda que o Bispo Bala não poderia ter-se afogado porque era um nadador muito bom. Os Bispos do país disseram num comunicado que têm a "certeza moral" de que o seu irmão Bispo foi assassinado.

"A certeza moral dos Bispos baseia-se, entre outras coisas, em que o corpo que viram, e reconhecido como os restos do Bispo Jean Marie Beniot Bala, nas margens do rio Sanaga e no armazém do hospital geral de Yaoundé, trazia marcas de violência física", declararam num comunicado de imprensa.

Mons. Essomba afirmou que a Igreja Católica nos Camarões "foi atacada". Ele observou que, entre as dezenas de casos de assassinatos envolvendo prelados dos Camarões nos últimos anos, pelo menos 14 deles nunca foram resolvidos. Os bispos exigem que o governo encontre e processe os assassinos do Bispo Bala.

in 'Life Site News'


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Os textos que faltam no documento do Patriarcado de Lisboa sobre a comunhão dos "recasados"

O Patriarcado de Lisboa emitiu uma nota explicativa para a interpretação do capítulo VIII da exortação apostólica 'Amoris laetitia', que tanta polémica tem gerado. A questão referida é a possibilidade do acesso aos sacramentos por parte dos chamados "divorciados recasados", isto é uma pessoa que é casada com outra mas vive como marido e mulher com uma terceira.

O apêndice do documento apresenta citações de vários documentos de Papas anteriores que trataram dessa questão. O problema é que as citações não apresentam todo o ponto a que cada uma se refere mas apenas uma parte. Ficou de fora o texto onde a Autoridade, neste caso o Papa, explica claramente que a Igreja não pode permitir o acesso aos sacramentos a quem vive objectivamente em contradição com a Lei Divina.

Na citação do ponto 84 da exortação apostólica 'Familiaris consortio' (do Papa João Paulo II), não se encontra esta parte importantíssima do texto, que viria de seguida ao que foi citado no documento do Patriarcado:

«A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e actuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimónio.»

O mesmo acontece em relação ao ponto 29 da exortação apostólica 'Sacramentum caritatis' - do Papa Bento XVI - mas desta vez onde se encontram as reticências no texto do Patriarcado poderia ler-se:

«O Sínodo dos Bispos confirmou a prática da Igreja, fundada na Sagrada Escritura (Mc 10, 2-12), de não admitir aos sacramentos os divorciados re-casados, porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia.»

Nenhuma destas duas passagens deixam qualquer margem para dúvidas sobre a impossibilidade que os católicos naquela situação recebam os sacramentos. Isto ajudaria a esclarecer muita da confusão que tem sido levantada à volta desta questão, que, por ser de Direito Divino e não Direito Eclesiástico, a Igreja não tem o poder de mudar.

Não houve qualquer referência ao Código de Direito Canónico vigente, que trata esta questão nestes termos:

Cân. 915 — Não sejam admitidos à sagrada comunhão os excomungados e os interditos, depois da aplicação ou declaração da pena, e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto.

Citar o Catecismo da Igreja Católica também poderia ter ajudado a esclarecer:

1650. Hoje em dia e em muitos países, são numerosos os católicos que recorrem ao divórcio,em conformidade com as leis civis, e que contraem civilmente uma nova união. A Igreja mantém, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo («quem repudia a sua mulher e casa com outra comete adultério em relação à primeira; e se uma mulher repudia o seu marido e casa com outro, comete adultério»: Mc 10, 11-12), que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro Matrimónio foi válido. Se os divorciados se casam civilmente, ficam numa situação objectivamente contrária à lei de Deus. Por isso, não podem aproximar-se da comunhão eucarística, enquanto persistir tal situação. Pelo mesmo motivo, ficam impedidos de exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação, por meio do sacramento da Penitência, só pode ser dada àqueles que se arrependerem de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometerem a viver em continência completa.

Os fiéis têm direito a saber a verdade. A falta de clareza, a dúvida e a confusão não são coisas de Deus mas do inimigo.


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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Universitários fazem vídeo para rezar as estações da Via Sacra

Os estudantes da Universidade de São Tomás de Aquino, em Santa Paula na Califórnia, produziram um vídeo com as estações da Via Sacra. As imagens são do próprio 'campus' da Universidade, enquanto a música sacra foi cantada pelo seu coro: Chrysostomos.


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Normas para o jejum, abstinência e penitência

Determinações relativas ao jejum e à abstinência 

4. O jejum e a abstinência são obrigatórios em Quarta-Feira de Cinzas e em Sexta-Feira Santa. 

5. A abstinência é obrigatória, no decurso do ano, em todas as sextas-feiras que não coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades. Esta forma de penitência reveste-se, no entanto, de significado especial nas sextas-feiras da Quaresma. 

6. O preceito da abstinência obriga os fiéis a partir dos 14 anos completos. O preceito do jejum obriga os fiéis que tenham feito 18 anos até terem completado os 59. Aos que tiverem menos de 14 anos, deverão os pastores de almas e os pais procurar atentamente formá-los no verdadeiro sentido da penitência, sugerindo-lhes outros modos de a exprimirem. 

7. As presentes determinações sobre o jejum e a abstinência apenas se aplicam em condições normais de saúde, estando os doentes, por conseguinte, dispensados da sua observância. 

Determinações relativas a outras penitências

8. Nas sextas-feiras poderão os fiéis cumprir o preceito penitencial, quer fazendo penitência como acima ficou dito, quer escolhendo formas de penitência reconhecidas pela tradição, tais como a oração e a esmola, ou mesmo optar por outras formas, de escolha pessoal, como, por exemplo, privar-se de fumar, de algum espectáculo, etc. 

 9. No que respeita à oração, poderão cumprir o preceito penitencial através de exercícios de oração mais prolongados e generosos, tais como: o exercício da via-sacra, a recitação do rosário, a recitação de Laudes e Vésperas da Liturgia das Horas, a participação na Santa Eucaristia, uma leitura prolongada da Sagrada Escritura. 

10. No que respeita à esmola, poderão cumprir o preceito penitencial através da partilha de bens materiais. Essa partilha deve ser proporcional às posses de cada um e deve significar uma verdadeira renúncia a algo do que se tem ou a gastos dispensáveis ou supérfluos. 

11. Os cristãos que escolherem como forma de cumprimento do preceito da penitência uma participação pecuniária orientarão o seu contributo penitencial para uma finalidade determinada, a indicar pelo Bispo diocesano. 

12. Os cristãos depositarão o seu contributo penitencial em lugar devidamente identificado em cada igreja ou capela, ou através da Cúria diocesana. Na Quaresma, todavia, em vez desta modalidade ou concomitantemente com ela, o contributo poderá ser entregue no ofertório da Missa dominical, em dia para o efeito fixado. 

As formas de penitência não se excluem mas completam-se mutuamente 

13. É aconselhável que, no cumprimento do preceito penitencial, os cristãos não se limitem a uma só forma de penitência, mas antes as pratiquem todas, pois o jejum, a oração e a esmola completam-se mutuamente, em ordem à caridade. 

Normas publicadas pela Conferência Episcopal com data de 28 de Janeiro de 1985


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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Papa Bento XVI não está doente, está velhinho

Nos últimos dias circularam rumores sobre uma grave doença neurológica que estaria a afectar o Papa Bento, colocando a sua vida em risco. A suposta fonte dessa notícia teria sido o irmão do Papa Bento, o Padre Georg Ratzinger. 

Entretanto a notícia já foi desmentida. O Papa Bento sofre as limitações de movimento expectáveis aos 91 anos de idade e não por qualquer doença em especial.

Seja como for rezemos pelo Papa Bento, que continua a ter um papel muito importante na Igreja.  



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Acto de confiança escrito pelo apóstolo do Sagrado Coração

Meu Deus, estou tão convencido que velais sobre aqueles que em Vós confiam, e que nada pode faltar a quem de Vós tudo espera, que resolvi viver para o futuro sem preocupação alguma, e descarregar sobre Vós todas as minhas preocupações. “Em paz me deito e descanso, porque Vós, Senhor, me firmastes na esperança” (Sl 4, 9).

Podem os homens despojar-me dos bens e da honra, pode a doença roubar-me as forças e os meios para Vos servir, posso até perder a graça pelo pecado; mas o que nunca perderei é a esperança; conservá-la-ei até ao último alento da minha vida, embora todas as potências infernais se esforcem em vão por me roubar. “Em paz me deito e descanso”.

Esperem outros a felicidade das suas riquezas e talentos; confiem na inocência da sua vida, no rigor da sua penitência, no número das suas boas obras ou no fervor das suas orações. Vós, Senhor, a mim me constituístes na esperança. Quanto a mim, toda a minha confiança se funda nesta mesma confiança. Ela nunca enganou ninguém. “Nunca ninguém esperou em Deus e ficou confundido” (Sir 2, 11). E assim, estou seguro de que serei eternamente bem-aventurado, porque espero firmemente sê-lo, e é de Vós, ó meu Deus, que o espero. “Confiei em Vós, Senhor, jamais serei iludido” (Sl 30, 2).

Conheço e sei demasiado como sou frágil e volúvel. Não ignoro quanto podem as tentações contra as mais robustas virtudes. Vi cair as estrelas e derrubar as colunas do firmamento; mas nada disso me mete medo. Enquanto esperar, ficarei a coberto de todas as desgraças; e estou seguro de esperar sempre, porque espero até esta invariável esperança.

Finalmente, estou certo que nunca será demasiado tudo o que em Vós espere, e que nunca poderei ter menos do que de Vós souber esperar. Espero, portanto, que tereis mão nas minhas inclinações mais violentas, e me defendereis dos assaltos mais furiosos, e fareis triunfar a minha fraqueza dos meus mais temíveis inimigos.

Espero que me amareis sempre, e que também eu Vos hei-de amar incessantemente. E para levar a minha esperança tão alto quanto ela pode subir, de Vós mesmo Vos espero, ó meu Criador, para o tempo e para a eternidade.

São Cláudio La Colombière, SJ


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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

9 coisas para saber sobre a Quarta-Feira de Cinzas

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?
É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a converter-se e a preparar-se verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.
2. Como apareceu a tradição da imposição das cinzas?
A tradição de impor as cinzas vem da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e apresentavam-se diante da comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.
A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos a partir do séc.V, e a partir do século XI começou a impor-se as cinzas no início desse tempo litúrgico.
3. Por que se impõem as cinzas?
A cinza é um símbolo. A sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Directório sobre a piedade popular e a liturgia:
“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canónica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada baptizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Devem ajudar aos fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal."
4. O que simbolizam as cinzas?
A palavra cinza, que provém do latim "cinis", representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Sempre teve um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.
A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “O Senhor Deus formou o homem do pó da terra” (Gn 2, 7); “até que voltes à terra de onde foste tirado; porque tu és pó e ao pó voltarás” (Gn 3, 19). 
5. Onde se encontram as cinzas?
Para a cerimónia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes são benzidos com água benta e aromatizados com incenso.
6. Como se impõem as cinzas?
A imposição acontece durante a Missa, depois da homilia. As cinzas são impostas na testa, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras bíblicas: “lembra-te que és pó e ao pó hás-de voltar” ou “converte-te e acredita no Evangelho”.
7. A imposição das cinzas é obrigatória?
A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, o que sempre é recomendável.
8. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?
Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.
9. O jejum e a abstinência são necessários?
O jejum é obrigatório na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 (inclusive) e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Em dia de jejum, os fiéis podem apenas tomar ter uma refeição “principal” (almoço ou jantar) e no máximo duas refeições "menores" (que juntas não cheguem a uma refeição principal).
A abstinência (não comer carne) é obrigatória também na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, para os maiores de 14 anos (inclusive). Todas as Sextas-Feiras da Quaresma também são também de abstinência obrigatória, não se pode comer carne. As outras Sextas-Feiras do ano também, embora hoje em dia poucos conheçam este preceito.
adaptado de acidigital


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Quarta-Feira de Cinzas: Ninguém escapa

"Memento, homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris"


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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Irmã Lúcia disse que Nossa Senhora lhe deu a entender que estamos no fim dos tempos por 3 motivos

A 26 de Dezembro de 1957, o Padre Agustín Fuentes, sacerdote da diocese de Veracruz (México), e vice-postulador das causas de beatificação de Jacinta e Francisco, falou amplamente com a Irmã Lúcia no convento de Coimbra, em Portugal. Ao voltar ao México fez uma conferencia sobre este encontro, referindo-se às palavras da Irmã Lúcia. O Padre Joaquín Maria Alonso (1), sublinhou que o relato da conferencia foi publicado “com todas as garantias de autenticidade e com a devida aprovação episcopal, incluindo a do Bispo de Fátima”(2). 

Reproduzimos nesta publicação a terceira e última parte da carta. Na primeira, a Irmã Lúcia explicava que «Deus vai castigar o mundo de uma maneira tremenda [e como] a Rússia é o instrumento do castigo do Céu para todo o mundo»; na segunda, a vidente de Fátima anunciava como «O demónio está a travar uma batalha decisiva contra a Virgem Maria». Eis a última parte das palavras ditas pela Irmã Lúcia ao Padre Fuentes:

«Senhor Padre, a Santíssima Virgem não me disse que nos encontramos nos últimos tempos do mundo, mas deu-mo a entender por 3 motivos:

O primeiro, porque me disse que o demónio está a travar uma batalha decisiva contra a Virgem Maria e uma batalha decisiva é uma batalha final, onde se vai saber de que lado será a vitória e de que lado será a derrota. Por isso, agora, ou somos de Deus ou somos do demónio: não há meio termo.

O segundo, porque me disse, tanto aos meus primos como a mim, que eram dois os últimos remédios que Deus dava ao mundo: o Santo Rosário e a devoção ao Coração Imaculado de Maria; e, se são os últimos remédios, quer dizer que são mesmo os últimos, que já não vai haver outros.

E o terceiro porque sempre nos planos da Divina Providência, quando Deus vai castigar o mundo, esgota primeiro todos os outros meios; depois, ao ver que o mundo não fez caso de nenhum deles, só então (como diríamos no nosso modo imperfeito de falar) é que Sua Mãe Santíssima nos apresenta, envolto num certo temor, o último meio de salvação. Porque se desprezarmos e repelirmos este último meio, já não obteremos o perdão do Céu: porque cometemos um pecado a que no Evangelho é costume chamar “pecado contra o Espírito Santo” e que consiste em recusar abertamente, com todo o conhecimento e vontade, a salvação que nos é entregue em mãos; e também porque Nosso Senhor é muito bom Filho, e não permite que ofendamos e desprezemos Sua Mãe Santíssima, tendo como testemunho patente a história de vários séculos da Igreja que, com exemplos terríveis, nos mostra como Nosso Senhor saiu sempre em defesa da Honra de Sua Mãe Santíssima.

São dois os meios para salvar o mundo: a oração e o sacrifício. Olhe, Senhor Padre, a Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu uma nova eficácia à oração do Santo Rosário. De tal maneira que agora não há problema, por mais difícil que seja, seja temporal ou, sobretudo, espiritual, que se refira à vida pessoal de cada um de nós; ou à vida das nossas famílias, sejam as famílias do mundo, sejam as Comunidades Religiosas; ou à vida dos povos e das nações. Não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário. Com o Santo Rosário nos salvaremos, nos santificaremos, consolaremos a Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas.

E depois, a devoção ao Imaculado Coração de Maria, Mãe Santíssima, vendo nós Nela a sede da clemência, da bondade e do perdão, e a porta segura para entrar no Céu. Diga-lhes também, Senhor Padre, que os meus primos Francisco e Jacinta sacrificaram-se porque viram a Santíssima Virgem sempre muito triste em todas as Suas aparições. Nunca Se sorriu para nós; e essa tristeza e essa angústia que notávamos na Santíssima Virgem, por causa das ofensas a Deus e dos castigos que ameaçavam os pecadores, sentíamo-las até à alma. E nem sabíamos o que mais inventar para encontrarmos, na nossa imaginação infantil, meios de fazer oração e sacrifícios».

Notas importantes:

(1) O Padre J. M. Alonso, sacerdote claretiano, foi nomeado pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. João Venâncio (1954-1972), para ser arquivista oficial de Fátima. Escreveu uma obra monumental sobre as Aparições de Fátima, intitulada Textos e estudos críticos sobre Fátima. Este trabalho, que compreende 24 volumes, contendo 5793 documentos, foi completado em 1975, mas a sua publicação proibida pelo bispo sucessor, D. Alberto Cosme do Amaral. Na década de 1990, os dois primeiros volumes foram publicados, mas não integralmente.

(2) O encontro do Padre Agustín Fuentes com a Irmã Lúcia, e a conferência sobre este encontro, foi documentado em profundidade por Frère Michel de la Sainte Trinité no vol. III da sua obra Toute la Vérité sur Fátima. Em Junho de 1981, depois de ter pregado um retiro na Bretanha, o Padre Superior Georges de Nantes confiou ao Frère Michel a tarefa de estudar num modo cientifico e exaustivo as Aparições de Nossa Senhora em Fátima, bem como os seus pedidos, e a relevância da Sua Mensagem para os nossos tempos.

in apelosdenossasenhora.blogspot.pt


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Quem não acredita numa Verdade Revelada por Deus, não acredita em Deus que a Revela

Ainda não li o documento do Senhor Cardeal Patriarca sobre a recepção do capítulo VIII da exortação apostólica 'Amoris Laetitia'. Consultei e ouvi somente algumas referências dispersas na comunicação social; e pareceu-me verificar que se levantou um grande sururu porque o Senhor Patriarca teria escrito que os impropriamente chamados divorciados “recasados”, caso tivesse existido um matrimónio válido antes do divórcio, se, por razões graves, houvesse conveniência de continuarem vivendo na mesma habitação, deviam, caso quisessem permanecer na verdade do amor de Deus participando da Sua vida, em Jesus Cristo, abster-se dos actos próprios do matrimónio, vivendo como se foram irmãos. Que isto seja possível e verdadeiramente libertador foi e continua a ser testemunhado por numerosas pessoas.

Será possível que de entre vários outros factores tenham influído na explosão deste motim a frequentíssima ambiguidade e distorções de tantas vozes da parte de altos responsáveis da Igreja e dos meios de comunicação da mesma. Por exemplo, é inevitável que o recurso habitual à frase “divorciados recasados” incuta uma manipulação mental que criará a percepção de que existe um matrimónio e não uma situação de permanente de adultério. Sucede também que se prega uma misericórdia, babosa, delambida, rastejante, sedutora astuciosa, que nada tem a ver com a Misericórdia Divina incarnada, manifestada, Revelada e Realizada em e por Jesus Cristo – aquela que pela loucura da Cruz nos transforma, converte e transfigura, em virtude do Sacrifício Redentor, e do poder da Ressurreição.

Deixou-se pregar sobre a Vida Eterna, sobre o Juízo de Deus, sobre o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. A necessidade da renúncia total ao que se tem, e de algum modo ao que se é, para seguir Jesus Cristo, preferindo-O a tudo e a todos, para ser Seu discípulo, participar da Sua Vida, viver na Sua amizade, entrar no Seu Reino, foi e contínua a ser censurada, envergonhada e cobardemente silenciada.

A prioridade absoluta dada a Deus sobre tudo e sobre todos, o assentimento incondicional à bondade infinita da Sua vontade, a certeza de que tudo aquilo que nos pede é para nosso bem e que os Seus Mandamentos são, em primeiro lugar, um dom, a codificação da substância da nossa identidade que é partilha da Sua, que indicam a possibilidade de ser verdadeiramente humanos, isto é, não só imagem como semelhança Sua, tudo isto como que é calado, ou referido en passant, como quem relativiza a verdade essencial para nossa Salvação, não só aqui mas Lá, aquele Lá que dá sentido ao aqui.

Deus, e só Ele, é a Verdade, o Amor, a Misericórdia e a Justiça. Aquele que não Se engana nem nos engana. O único que merece credibilidade absoluta. O Princípio e o Fim.

Este Deus, o único e verdadeiro, ao criar-nos fez-nos participantes da Sua razão Divina imprimindo em nossos corações a Sua Sabedoria. Como pelo pecado original, os pecados actuais e o pecado do mundo nos é obscurecido o entendimento dessas verdades e enfraquecida a nossa vontade para as cumprir, Deus Nosso Senhor veio em nosso auxílio Revelando Sobrenaturalmente aquilo que fazia parte da revelação natural, de modo a saná-la e aperfeiçoa-la. Moisés, em virtude da dureza dos corações de seus contemporâneos tolerou o divórcio. 

Mas Jesus Cristo que pela Sua Redenção e expiração do Espírito Santo abriu-nos os olhos para vermos claramente o que nos faz bem e nos realiza enquanto pessoas, ordenando-nos assim ao fim último (a comunhão com Deus e, portanto, a Felicidade) para o qual fomos criados, e capacitou-nos para viver o matrimónio, como Deus o quis desde o Princípo, confirmando, com a Sua autoridade Divina, a união-comunhão indissolúvel como imagem, significação-realização, do amor indissolúvel e incondicional, de Cristo pela Sua Igreja.

Podemos acreditar, com aquela Fé de Abrão que S. Paulo afirma que não engana, ou não, na Palavra de Deus em Cristo. Mas importa ter a consciência de que recusar acreditá-Lo é renunciar à Fé na existência de Deus, Uno e Trino.

Infelizmente, em nome de delirantes hermenêuticas e fantasiosas interpretações quer fazer-se crer, repudiando a Tradição, o Magistério e a própria Escritura, exactamente o contrário da Verdade Revelada.

À honra de Cristo. Ámen. 

Padre Nuno Serras Pereira


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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Ideologia de género: uma luta contra a realidade



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Os demónios não podem nada contra um servo de Cristo

"Contra todas as maquinações e ardis do inimigo, a minha melhor defesa continua a ser o espírito de alegria. O diabo nunca fica tão contente como quando consegue arrebatar a alegria à alma de um servo de Deus. 

Os demónios não podem nada contra um servo de Cristo que encontram repleto de santa alegria; enquanto uma alma desgostosa, melancólica e deprimida se deixa facilmente submergir pela tristeza ou absorver por prazeres enganosos.” 

São Francisco de Assis


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domingo, 11 de fevereiro de 2018

5 anos depois da renúncia do Papa Bento XVI

O poder conferido por Cristo a Pedro e aos seus sucessores é, em sentido absoluto, um mandato para servir. O poder de ensinar, na Igreja, obriga a um compromisso ao serviço da obediência à fé. 

O Papa não é um soberano absoluto, cujo pensar e querer são leis. Ao contrário: o ministério do Papa é garantia da obediência a Cristo e à Sua Palavra. Ele não deve proclamar as próprias ideias, mas vincular-se constantemente a si e à Igreja à obediência à Palavra de Deus, tanto perante todas as tentativas de adaptação e de adulteração, como diante de qualquer oportunismo. (...) 

O Papa tem a consciência de que está, nas suas grandes decisões, ligado à grande comunidade da fé de todos os tempos, às interpretações vinculantes que cresceram ao longo do caminho peregrinante da Igreja. 

Assim, o seu poder não é superior, mas está ao serviço da Palavra de Deus, e sobre ele recai a responsabilidade de fazer com que esta Palavra continue a estar presente na sua grandeza e a ressoar na sua pureza, de modo que não seja fragmentada pelas contínuas mudanças das modas.

Papa Bento XVI in Sermão na tomada de posse da Cátedra do Bispo de Romana Basílica de São João de Latrão - 7 de Maio de 2005


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O milagre de Lourdes que converteu o Nobel da Medicina

Aqui fica um pequeno resumo da cura milagrosa de Marie Bailly, a 28 de Maio de 1902, nas águas de Lourdes. Esta cura foi testemunhada pelo Nobel da Medicina, Alexis Carrel (1873-1944), um agnóstico, céptico irredutível, na altura destes acontecimentos, e que viria a morrer católico. Marie Bailly estava às portas da morte devido a uma peritonite tuberculosa.

Eis o testemunho do médico:

«Às 2 da tarde de 28 de Maio, quando Marie Bailly foi levada, contra todas as indicações médicas, do hospital para a gruta [de Lourdes] e para os banhos, estava literalmente a morrer. Depois do seu abdómen enormemente inchado, com protuberâncias duras e quase sem nenhum líquido no seu interior, ter sido lavado por três vezes com a água dos banhos, ela começou a sua espantosa recuperação. Pelas 4 da tarde o seu abdómen estava liso; à noite já se sentava a conversar e podia comer sem vomitar, ao contrário do que acontecera nos cinco meses anteriores.

Na manhã seguinte, vestiu-se e sem a ajuda de ninguém embarcou no comboio de volta para Lyon, melhorando progressivamente durante a viagem de 24 horas. Tendo chegado a Lyon, ao meio-dia de 31 de Maio, ela atravessou a estação sem se apoiar em ninguém, e tomou o eléctrico até casa dos seus familiares, que não podiam acreditar que se tratava de Marie Bailly.»



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sábado, 10 de fevereiro de 2018

A Tradição é o futuro



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Padre, um "recasado" pode comungar?

Um sacerdote, Pe. Antonio Grappone, responde às dúvidas e perguntas sobre um tema de grande actualidade, à luz do Magistério da Igreja

O divorciados recasados não podem receber a comunhão porque são mais pecadores do que os outros?

Não, o problema é a dimensão pública: o divorciado recasado vive publicamente em contradição com o sacramento do matrimónio. Todos os sacramentos, e a Comunhão em especial, manifestam (tornam pública) a plena adesão a Cristo e à Igreja; o divorciado recasado nega publicamente esta comunhão, independentemente das intenções subjectivas que tenha, porque vive em contradição com o sacramento que ele mesmo, livremente, celebrou: esta contradição depende exclusivamente dos seus comportamentos e não de qualquer acção disciplinar da Igreja. Conceder os sacramentos nestas condições resultaria numa negação da missão salvífica da Igreja, que é necessariamente pública. Porém, isso não exclui de nenhuma forma os divorciados recasados de todos aqueles actos que não envolvam um compromisso público na comunidade cristã, nem constitui um juízo sobre o estado de sua alma.

Portanto, o sacerdote não pode absolver um divorciado recasado que se confessa? 

Com certeza deve absolvê-lo se o penitente decidiu viver com o novo “cônjuge” como irmão e irmã, não mais como marido e mulher, e isso também com eventuais quedas por fraqueza, porque é a intenção que conta. Além do mais deve ser absolvido também se manifesta sinais de autêntico arrependimento com relação ao "segundo casamento", embora ainda não se sinta capaz de tomar a decisão acima, porque se está a abrir à graça e, portanto, deve ser apoiado. O papel do confessor é importante: por um lado deve avaliar a força do arrependimento, por outro, com a sua caridade e uma palavra esclarecedora, pode levar o pecador ao arrependimento. Os santos confessores são capazes de absolver quase sempre, não porque sejam “laxistas”, mas porque sabem suscitar a dor pelos pecados. 

Os divorciados que voltaram a casar nunca mais poderão receber a comunhão? 

Podem recebê-la se receberam a absolvição sacramental, como nos casos mencionados anteriormente, especialmente quando decidiram viver como irmão e irmã, por amor a Cristo, o que é desejável e totalmente possível com a ajuda da graça. Neste caso, longe de ser raro ou impossível, a sua própria relação tranquiliza-se e tornam-se um exemplo edificante para os próprios filhos. Para evitar criar confusão entre o povo de Deus, é importante que recebam os sacramentos nas comunidades onde a sua situação de divorciados recasados não seja conhecida. 

O sacerdote pode negar a Comunhão a quem se apresenta publicamente para recebê-la? 

Não. Só se nega a Comunhão quando haja um julgamento público que exclui a possibilidade de receber os sacramentos (excomunhão, interdito), e o sacerdote tem certeza de que não tenha sido revogada, ou também quando aquele que se apresenta para receber o faz abertamente para ridicularizar ou como desafio da comunidade cristã. Aproximar-se ou não da Eucaristia, na verdade, depende da consciência de quem comunga: um divorciado casado de novo que não se arrependeu deveria avaliar por ele mesmo a inadequação de receber os sacramentos. O sacerdote não deveria tomar o lugar da consciência dos fieis; não sabe se houve um arrependimento sério (contrição) e de qualquer forma deve evitar ferir publicamente um pessoa, uma vez que resultaria em um dano espiritual maior. 

Então, o que pode fazer um sacerdote para evitar que um divorciado recasado não arrependido receba a comunhão? 

De momento, nada. Se conhece a pessoa pode, na forma adequada e oportuna, instruí-lo sobre a disciplina da Igreja, que é exercício de misericórdia também quando tem que dizer não. 

Que sentido faz a comunhão de um divorciado recasado não arrependido? 

Não faz sentido, e é espiritualmente prejudicial. Recebemos os sacramentos para viver como filhos de Deus, na santidade, ou, pelo menos, para irmos naquela direcção; não se trata de um direito adquirido, nem serve para nos confirmar nas nossas escolhas, como uma espécie de atestado de boa conduta ("o que faço eu de mal?"), e muito menos para atender às necessidades "místicas". Tal atitude desvaloriza os sacramentos, reduzindo a vida cristã à dimensão das misérias humanas e nada mais, e os sacramentos apenas a um "consolo" psicológico, que cobre as feridas as curar: um pietismo ilusório que termina roubando a esperança de uma vida nova. 

in Zenit


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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Soberba satânica

«A mulher respondeu-lhe: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Nunca o deveis comer, nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis.’ A serpente retorquiu à mulher: ‘Não, não morrereis; porque Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal’.» (Génesis 3, 2-5)

Algumas mães de muitos filhos têm-me ligado apavoradas com a confusão, e muitas vezes indignação, em que estes e seus amigos se encontram expressam, a propósito daquilo que, em vários sectores da Igreja militante, parece indiciar uma forte tendência para conceder, ou mesmo impor, a possibilidade casuística de acesso aos sacramentos da Confissão e da Eucaristia, sem que haja, da parte dos penitentes, um propósito firme de emenda, relativamente à situação de adultério permanente em que escolheram viver: 007 licença para matar, my name is Bond, James Bond; 000 licença para pecar, my name is Kasper, Walter Kasper.

Valerá a pena recordar a verdade de Fé Divina e Católica, que para a validade do Sacramento da Penitência ou Confissão é necessário o propósito firme de emenda de vida? Não se trata de uma questão disciplinar, mas sim de Lei Divina, sobre a qual a Igreja não pode ter outra atitude senão a de acolher e acatar.

Escrevo isto apressadamente e em breves tópicos, como costumo (Caso alguém queira aprofundar aquilo que aqui vai, poderá fazê-lo compulsando os milhares de páginas que vou enviando quotidianamente para a minha lista de correio-e – poderão também consultar a página de facebook de um tal Nuno Allen, que vai colocando “posts” em várias línguas numa tentativa de proporcionar ao maior número de pessoas o fundamental para facilitar um entendimento mínimo do que se vai passando neste vale de lágrimas).

1. Presumir que se pode conhecer o estado, de graça ou de pecado de uma alma, é arrogar-se o lugar de Deus – ‘Sereis como Deus conhecendo (vendo, decidindo) o bem e o mal’. Ninguém pode, como ensina o Concílio de Trento, ter a certeza absoluta de estar na Graça de Deus, mesmo cumprindo todos os Mandamentos da Sua Lei. Como será possível, pois que alguém, que nem se quer é o mesmo, possa “autorizar” o acesso aos Sacramentos de um penitente que, sistematicamente de um modo contrário à Lei de Deus, contradizendo o ensinamento expresso do próprio Cristo?

Somente Deus, que perscruta os corações pode julgar, infalivelmente, do estado da alma de cada pessoa. A famosa frase ‘Quem sou eu para julgar?’ tem também aqui inteira aplicação.

2. É absolutamente injusto sobrecarregar os Sacerdotes, em nome do discernimento (sempre subjectivo ou, melhor subjectivista), com a consequente e gravíssima responsabilização diante de Deus, no Juízo particular e universal, com a decisão de conceder o acesso aos Sacramentos de qualquer pessoa nessa situação ou circunstância. Não somos Deus

3. O texto dos Bispo de Buenos Aires, Argentina, é ambíguo, sendo, por isso, passível de uma interpretação ortodoxa bem como de uma heterodoxa, como ensinou o Cardeal Muller. A carta de Francisco, corroborando a intervenção dos acima mencionados, que por sua determinação veio a ser publicada na A. A. S., não constitui, por esse simples facto, um ensinamento magistral. A circunstância de o Papa, quando o fez, afirmar que era magistério, não resolve a questão. Nem que mais não seja, havendo embora outras razões, porque não é possível o assentimento e a obediência a uma declaração que tanto pode significar uma coisa como o seu contrário.

4. O Catecismo da Igreja Católica, aprovado por S. João Paulo II em comunhão com todo o Episcopado, continua em vigor, sendo regra segura e certa da Fé e da Moral. Não tendo sido abrogado, e estando em conformidade com toda a Tradição, Magistério e Sagrada Escritura, não pode ser abolido, ignorado ou “ultrapassado”. Isto significa que goza de uma prioridade, precedência e autoridade sobre qualquer outro ensinamento eclesiástico na Igreja.

No número 1650 do Catecismo ensina-se o seguinte:

A Igreja mantém, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo («quem repudia a sua mulher e casa com outra comete adultério em relação à primeira; e se uma mulher repudia o seu marido e casa com outro, comete adultério»: Mc 10, 11-12), que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro Matrimónio foi válido. Se os divorciados se casam civilmente, ficam numa situação objectivamente contrária à lei de Deus. Por isso, não podem aproximar-se da comunhão eucarística, enquanto persistir tal situação. Pelo mesmo motivo, ficam impedidos de exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação, por meio do sacramento da Penitência, só pode ser dada àqueles que se arrependerem de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometerem a viver em continência completa.


5. Acresce que o Cânone 915 do Código de Direito Canónico continua em vigor, sendo impossível que a carta, mesmo com intenção magistral, do Papa aos Bispos de Buenos Aires, o abrogue.

A interpretação magistral (Magistério), em vigor, deste cânone foi dada no Pontificado de S. João Paulo II, nos seguintes termos:

Cânone 915 e Comunhão Eucarística

A Doutrina da Igreja

O Conselho Pontifício para os Textos Legislativos, de acordo com a Congregação para a Doutrina da Fé e com a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, declara:

… Nos últimos anos, alguns autores têm sustentado, com base em diferentes argumentos, que este cânon não seria aplicável aos fiéis divorciados que contraíram novas núpcias. Reconhece-se que a Exortação Apostólica Familiaris consortio de 1981 reafirma, no n. 84, a mesma proibição em termos inequívocos, e que esta tem sido expressamente reiterada, especialmente em 1992 pelo Catecismo da Igreja Católica, n.º 1650, e em 1994 pela Carta Annus internationalis Familiae da Congregação para a Doutrina da Fé. 

1. A proibição feita no cânon 915, por sua natureza, deriva da lei divina e transcende o âmbito das leis eclesiásticas positivas: estas não podem introduzir modificações legislativas que se oponham à doutrina da Igreja. O texto das Escrituras ao qual a Tradição eclesial sempre remonta é o de São Paulo: 1 Cor 11, 27-29.

Este texto diz respeito primeiramente ao próprio fiel e à sua consciência como consta no cânon 916. Porém o ser-se indigno por se achar em estado de pecado põe também um grave problema jurídico na Igreja: precisamente ao termo «indigno» refere-se o cânon do Código dos Cânones das Igrejas Orientais que é paralelo ao cân. 915 latino: «Devem ser impedidos de receber a Divina Eucaristia aqueles que são publicamente indignos» (cân. 712). Com efeito, receber o Corpo de Cristo sendo publicamente indigno é um comportamento que atenta contra os direitos da Igreja e de todos os fiéis de viver em coerência com as exigências dessa comunhão. Deve-se evitar o escândalo, concebido como acção que move os outros ao mal. Tal escândalo subsiste mesmo se, lamentavelmente, um tal comportamento já não despertar admiração alguma: pelo contrário, é precisamente diante da deformação das consciências, que se torna mais necessária por parte dos Pastores, uma acção tão paciente quanto firme, que tutele a santidade dos sacramentos, em defesa da moralidade cristã e da recta formação dos fiéis.

2. Qualquer interpretação do cân. 915 que se oponha ao conteúdo substancial, declarado ininterruptamente pelo Magistério e pela disciplina da Igreja ao longo dos séculos, é claramente fonte de desvios. A fórmula: «e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto» é clara e deve ser compreendida de modo a não deformar o seu sentido, tornando a norma inaplicável. As três condições requeridas são:

a) o pecado grave, entendido objectivamente, porque da imputabilidade subjectiva o ministro da Comunhão não poderia julgar; (uma vez que “A Igreja não julga do interior, e só pode decidir-se pelos actos externos ...”)

b) a perseverança obstinada, que significa a existência de uma situação objectiva de pecado que perdura no tempo e à qual a vontade do fiel não põe termo, não sendo necessários outros requisitos (atitude de desacato, admonição prévia, etc.) para que se verifique a situação na sua fundamental gravidade eclesial; c) o carácter manifesto (quer dizer, público) da situação de pecado grave habitual.

3. A prudência pastoral aconselha vivamente a evitar que se chegue a casos de recusa pública da sagrada Comunhão. Os Pastores devem esforçar-se por explicar aos fiéis envolvidos o verdadeiro sentido eclesial da norma, de modo que a possam compreender ou ao menos respeitar. Quando, porém, se apresentarem situações em que tais precauções não tenham obtido efeito ou não tenham sido possíveis, o ministro da distribuição da Comunhão deve recusar-se a dá-la a quem seja publicamente indigno, com firmeza, consciente do valor que estes sinais de fortaleza têm para o bem da Igreja e das almas.

4. Nenhuma autoridade eclesiástica pode dispensar em caso algum desta obrigação do ministro da sagrada Comunhão, nem emanar directrizes que a contradigam. (Será que o Papa não é uma autoridade ecclesiastica? – interrogação minha)

5. O dever de reafirmar esta impossibilidade de admitir à Eucaristia é condição de verdadeira pastoral, de autêntica preocupação pelo bem dos fiéis e de toda a Igreja.

Ano 2000 - Síntese de texto completo em: http://www.vatican.va/…/rc_pc_intrptxt_doc_20000706_declara…

À honra de Cristo. Ámen.

Padre Nuno Serras Pereira


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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

"A humildade é a verdade" - Padre Pio

A humildade é a verdade, e a verdade é que eu sou somente nada. Portanto, tudo o que é bom em mim vem de Deus. Ora, acontece muitas vezes que desperdiçamos o que Deus pôs de bom em nós. Quando as pessoas me perguntam qualquer coisa, acontece-me não pensar no que posso dar-lhes, mas no que não sou capaz de dar, e consequentemente, tantas almas permanecem na sua sede, porque eu não tenho sabido transmitir o dom de Deus.

A ideia de que, em cada dia, o Senhor vem a nós e nos dá tudo deveria tornar-nos humildes. Ora, é o oposto que acontece, porque o demónio faz brotar dentro de nós ataques de orgulho. Isso em nada nos honra. Temos de lutar contra o nosso orgulho. Quando não pudermos mais, paremos um instante e façamos um acto de humildade; então Deus, que ama os corações humildes, virá ao nosso encontro." 

São Pio de Pietrelcina (Padre Pio)


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